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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Saiba mais sobre Reposição Hormonal Masculina


A deficiência androgênica (diminuição da produção do hormônio masculino) acomete um percentual, acima dos 40 anos, ainda não bem definido na literatura. Durante o envelhecimento ocorre uma diminuição lenta e gradual dos níveis de testosterona. A terapia de reposição com a testosterona é usada por muitos autores quando a avaliação laboratorial repetida confirma este quadro clínico.
Para definir essa alteração típica do processo de envelhecimento, vários nomes foram usados na literatura: climatério masculino, menopausa masculina ou andropausa, etc., nomes usados erroneamente, pois se referem a alterações que ocorrem na mulher, cujo ciclo reprodutivo possui um fim determinado com a falência ovariana. A Sociedade Brasileira de Urologia (2002) preferiu chamar de deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM). A taxa de declínio da testosterona varia de 1 a 2 % ao ano, a partir dos 50 anos de idade.
Numerosas alterações anatômicas ocorrem nos testículos com a idade. O tamanho e o peso diminuem, e há também diminuição das células que produzem a testosterona.
As manifestações clínicas incluem: 

1) diminuição do desejo sexual e qualidade das ereções, principalmente as ereções noturnas; 

2) mudanças no humor com diminuição da atividade intelectual e orientação espacial; 

3) fadiga, insônia, depressão e irritabilidade; 

4) diminuição da massa muscular e aumento da deposição de gordura visceral na parte superior e central do corpo; 

5) diminuição da quantidade de cabelos e pelos no corpo; 

6) alterações da pele como diminuição da espessura e hidratação; 

7) diminuição da densidade óssea mineral com resultante osteoporose (Morales, 2000; Morley e Perry, 2000).

O diagnóstico de deficiência androgênica parcial do homem idoso deverá ser estabelecido quando a testosterona total dosada entre as 06:00 e 08:00 horas da manhã estiver abaixo de 300 ng/dl em duas a três oportunidades consecutivas, e a concentração de SHBG (proteína que carrega o hormônio sexual para dentro da célula) elevada.
Um dos métodos mais eficazes de reposição hormonal é o uso do Undecanoato de Testosterona intramuscular. Mas, essa reposição só deve ser efetuada se houver comprovação dos sintomas com os níveis baixos de testosterona livre calculada. Não deve ser usada em homens jovens por risco de infertilidade.
Benefícios do tratamento no envelhecimento masculino incluem uma melhora na sensação de bem estar, libido e força muscular; aumento da massa magra e diminuição limitada da massa gorda corpórea; diminuição da depressão do idoso. Não deve ser usada, no câncer de próstata e de mamas.

Saiba mais sobre Reposição Hormonal Feminino


A partir dos 40 anos, a mulher entra em uma fase em que seus ovários vão, pouco a pouco, deixando de produzir os hormônios femininos, estrógeno e progesterona, responsáveis pela fertilidade. 

Essa fase denomina-se climatério, período que antecede a menopausa, fim da vida reprodutiva, quando, normalmente, sofre alterações importantes, físicas e emocionais.

Função dos hormônios

O hormônio estrógeno protege o organismo feminino contra ataques cardíacos e contra a perda óssea causada pela osteoporose, doença comum na velhice, responsável por fraturas e conseqüente dificuldade de locomoção.

Avanços da medicina, nos últimos anos, possibilitaram não só o entendimento das conseqüências da falta de estrógeno para a mulher, como maneiras de repô-lo em seu organismo. Essa reposição permite:

· Reduzir os níveis de colesterol;

· Diminuir os riscos de doenças cardíacas e vasculares;

· Retardar problemas de perda óssea;

· Aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor (fogachos), insônia, desânimo, irritabilidade, nervosismo, depressão, diminuição do desejo sexual;

· Prevenir a perda de memória;

· Prevenir a doença de Alzheimer.

A terapia de reposição hormonal (TRH)

O médico ginecologista, além do exame clínico e análise da mamografia, pede à mulher um exame de sangue para verificação de sua dosagem de hormônio. A partir desses dados, indicará o tratamento mais adequado de reposição hormonal. Esta pode ser feita de diferentes formas:

· Por via oral, através de comprimidos;

· Por utilização de adesivos transdérmicos;

· Por implantes subcutâneos;

· Por injeções intramusculares;


. Por cremes vaginais ou gel (a mais nova forma de TRH).

Quando iniciar a TRH

Ao perceber os primeiros sinais de menopausa, a mulher deve consultar seu ginecologista sobre a possibilidade de iniciar a reposição hormonal. Quanto mais cedo começar, mais estará protegida contra a osteoporose e contra doenças cardíacas. A TRH reduz em 90% as degenerações da espinha dorsal e em 50% as fraturas da bacia. Também reduz em 50% o risco de infarto.

As mulheres que tiveram seus ovários removidos cirurgicamente devem fazer reposição hormonal.

Os prós e os contras da reposição hormonal

As mulheres com pressão arterial alta e não controlada, com taxas altas de triglicérides, tendência para formar coágulos sangüíneos e doenças do fígado, somente podem repor hormônio sob cuidadosa supervisão médica.

Tomar apenas o estrógeno, sem seu hormônio de equilíbrio, a progesterona, pode aumentar o risco de câncer de útero. No caso de histerectomia (retirada cirúrgica do útero) pode ser administrado somente o estrógeno.

Mulheres sob terapia de reposição hormonal devem ser submetidas, regularmente a exame ginecológico completo e mamografia.

Ao ginecologista cabe discutir com a paciente as preocupações desta com o uso de estrógeno. De posse de todos os exames requeridos e de seu histórico familiar, ele poderá orientá-la quanto ao uso ou não da TRP, e também quanto a alguns possíveis efeitos colaterais, como sensibilidade nos seios, náuseas e retenção de líquidos. Se a terapia combina estrógeno com progesterona, pode ocorrer um sangramento a cada ciclo, como resposta do organismo para a proteção uterina.

A TRH e o ganho de peso.

Ao entrar na menopausa, a mulher, naturalmente começa a ganhar peso e a sofrer mudanças corporais, como perda da cintura, por exemplo, por acúmulo de gordura nessa região. Estudos comprovam que o aumento de peso é menor em mulheres que fazem TRH.



Alternativas para a TRH

A mais nova alternativa de reposição hormonal foi lançada, recentemente, no Brasil e Estados Unidos. É o Raloxifeno, modulador seletivo dos receptores de estrógenos (SERM).

Assim como os estrógenos, ele reduz os riscos de osteoporose, baixa os níveis de colesterol e protege o organismo feminino contra doenças vasculares. Não oferece riscos de câncer de mama e de útero, pois bloqueia o crescimento de tecidos nesses órgãos, e seu uso não causa sangramento vaginal.

A terapia de reposição hormonal tem efeitos benéficos e sua eficácia está no tratamento a longo prazo. Mulheres adeptas da TRH vivem melhor o seu período pós-menopausa.



Fonte: Associação Paulista de Medicina


Entenda um pouco sobre os Hormonios



Os hormônios são substâncias liberadas na corrente sangüínea por uma glândula ou órgão e que afetam a atividade de células de um outro local. Em sua maioria, os hormônios são proteínas compostas de cadeias de aminoácidos de comprimento variável. Outros são esteróides, substâncias gordurosas derivadas do colesterol.

Quantidades muito pequenas de hormônios podem desencadear respostas muito grandes no organismo. Os hormônios ligam-se aos receptores localizados sobre a superfície da célula ou no seu interior. A ligação de um hormônio a um receptor acelera, reduz ou altera a função celular de uma outra maneira. Em última instância, os hormônios controlam a função de órgãos inteiros.

Eles controlam o crescimento e o desenvolvimento, a reprodução e as características sexuais. Eles influenciam a maneira como o organismo utiliza e armazena a energia. Além disso, os hormônios controlam o volume de líquido e as concentrações de sal e de açúcar no sangue. Alguns hormônios afetam somente um ou dois órgãos, enquanto outros afetam todo o organismo.

Por exemplo, o hormônio estimulante da tireóide é produzido na hipófise e afeta apenas a tireóide. Em contraste, o hormônio tireoidiano é produzido na tireóide, mas afeta células de todo o organismo. A insulina, produzida pelas células das ilhotas pancreáticas, afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo o organismo.
2) Principais Hormônios 
HormônioOnde é ProduzidoFunção

Aldosterona
Adrenais
Ajuda na regulação do equilíbrio do sal e da água através de sua retenção e da excreção do potássio

Hormônio antidiurético (vasopressina)
Hipófise
Faz com que os rins retenham água e, juntamente com aldosterona, ajuda no controle da pressão arterial

Corticosteróide
Adrenais
Produz efeitos disseminados por todo o organismo; em especial, tem uma ação antiinflamatória; mantém a concentração sérica de açúcar, a pressão arterial e a força muscular; auxilia no controle do equilíbrio do sal e da água

Corticotropina
Hipófise
Controla a produção e a secreção de hormônios do córtex adrenal

Eritropoietina
Rins
Estimula a produção de eritrócitos

Estrogênios
Ovários
Controla o desenvolvimento das características sexuais e do sistema reprodutivo femininos

Glucagon
Pâncreas
Aumenta a concentração sérica de açúcar

Hormônio do crescimento
Hipófise
Controla o crescimento e o desenvolvimento; promove a produção de proteínas

Insulina
Pâncreas
Reduz a concentração sérica de açúcar; afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo corpo

Hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante
Hipófise
Controlam as funções reprodutoras, como a produção de espermatozóides e de sêmen, a maturação dos óvulos e os ciclos menstruais; controlam as características sexuais masculinas e femininas (p.ex., a distribuição dos pêlos, a formação dos músculos, a textura e a espessura da pele, a voz e, talvez, os traços da personalidade)

Ocitocina
Hipófise
Produz contração da musculatura uterina e dos condutos das glândulas mamárias

Paratormônio (hormônio paratireoídeo)
Paratireóides
Controla a formação óssea e a excreção do cálcio e do fósforo

Progesterona
Ovários
Prepara o revestimento do útero para a implantação de um ovo fertilizado e prepara as glândulas mamárias para a secreção de leite

Prolactina
Hipófise
Inicia e mantém a produção de leite das glândulas mamárias

Renina e angiotensina
Rins
Controlam a pressão arterial

Hormônio tireoidiano
Tireóide
Regula o crescimento, a maturação e a velocidade do metabolismo

Hormônio estimulante da tireóide
Hipófise
Estimula a produção e a secreção de hormônios pela tireóide

Determinados hormônios que são controlados pela hipófise variam de acordo com programas previstos. Por exemplo, o ciclo menstrual de uma mulher envolve flutuações mensais da secreção do hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante pela hipófise.

Os hormônios ovarianos (os estrogênios e a progesterona) também apresentam flutuações mensais. Ainda não está claro como o hipotálamo e a hipófise controlam esses biorritmos. No entanto, sabe-se com certeza que os órgãos respondem a algum tipo de relógio biológico.

Existem outros fatores que também estimulam a produção de hormônios. A prolactina, um hormônio secretado pela hipófise, faz com que as glândulas mamárias produzam leite. O lactente, ao sugar o mamilo, estimula a hipófise a secretar mais prolactina.

A sucção também aumenta a secreção de ocitocina, a qual provoca a contração dos canais lactíferos, conduzindo o leite até o mamilo para alimentar o lactente. As glândulas que não são controladas pela hipófise (p.ex., ilhotas pancreáticas e paratireóides) possuem seus próprios sistemas para determinar quando é necessária uma maior ou uma menor secreção.

Por exemplo, a concentração de insulina aumenta logo após as refeições, pois o organismo precisa processar os açúcares dos alimentos. Entretanto, se a concentração de insulina permanecesse elevada, a concentração sérica de açúcar diminuiria perigosamente.

Outras concentrações hormonais variam por razões menos óbvias. As concentrações de corticosteróides e do hormônio do crescimento são mais elevadas pela manhã e mais baixos no meio da tarde. As razões dessas variações diárias não são totamente conhecidas.

3) Cientistas identificam hormônio para reduzir obesidade

Cientistas britânicos identificaram duas substâncias que podem ser usadas na formulação de medicamentos para o tratamento da obesidade, pois elas informam o organismo que ele deve parar de comer. 

Uma dose extra de um dos hormônios, produzido no aparelho digestivo, conhecido como PYY3-36, pode reduzir o apetite de pessoas obesas.
Um segundo estudo mostrou que um ácido também está envolvido na regulação da fome.
O estudo britânico constatou que a quantidade do hormônio no organismo de pessoas obesas é cerca de um terço mais baixa do que no organismo de magros.
Aumentar os níveis de PYY3-36 no organismo reduz o apetite e o consumo de calorias em magros e obesos.
O hormônio PYY3-36 é liberado depois de uma refeição e informa ao cérebro que foi ingerido alimento suficiente.

Pesquisadores do Imperial College London and Hammersmith Hospital estudaram os níveis hormonais de 12 pacientes obesos e 12 magros.
Depois de jejuarem de um dia para o outro, parte deles recebeu via intravenosa, na forma de um "soro" durante meia hora, uma dose do hormônio e outra, de uma mera solução salina.
Os pacientes não sabiam quem havia recebido cada substância.
Duas horas depois, foi oferecido um buffet aos pacientes para que comessem o quanto desejassem.
A experiência foi repetida uma segunda vez, e os pacientes que haviam recebido solução salina da segunda vez receberam hormônio e vice-versa.
No final do estudo, financiado pelo Wellcome Trust e pelo Medical Research Council, constatou-se que todos os 24 pacientes comeram menos quando haviam recebido a solução de hormônio.
De maneira geral, o consumo de calorias foi reduzido em um terço.
Steve Bloom, um dos autores do estudo, disse: "A descoberta de que pessoas obesas têm níveis mais baixos de PYY3-36, um fator importante na redução do apetite, sugere um possível tratamento novo para milhões de pessoas com obesidade".
Apesar disso, os especialistas afirmam que a melhor forma de se perder peso é através de alimentação saudável e exercícios regulares.

Hormônios masculinos na mulher



Elas não têm apenas hormônios femininos, assim como eles não têm apenas hormônios masculinos.



por Alfredo Halpern



Em ambos os sexos há produção pequena, mas importante, dos hormônios do sexo oposto.
Acontece que às vezes, por várias razões, a produção de hormônios masculinos (particularmente a testosterona) é aumentada no time feminino, o que pode originar pêlos, acne, pele oleosa, caspa, queda de cabelos, menstruações irregulares, infertilidade e, freqüentemente, ganho de peso.
Aliás, engordar também ajuda a aumentar os níveis de testosterona, pois, com o ganho de peso, o organismo tem de produzir mais insulina — o hormônio que "empurra" a glicose para dentro das células e, ao mesmo tempo, faz os ovários produzirem mais hormônios masculinos.
O importante é saber que emagrecer ajuda também a tratar o excesso de testosterona em mulheres. Tanto isso é verdade que quem apresenta infertilidade às vezes consegue engravidar apenas perdendo peso. A principal razão disso é a normalização no ciclo menstrual por causa de um maior equilíbrio hormonal.

CAMISINHA MASCULINA COMO UTILIZAR?



Camisinha: um método simples de se evitar a gravidez indesejada e DSTs.
O uso da camisinha, desconsiderando a abstinência sexual, é o único método contraceptivo capaz de prevenir não só a AIDS, mas uma gama de doenças sexualmente transmissíveis; quando utilizada em todas as modalidades sexuais (genital, oral e anal). Assim, compreender como se faz o uso desta é necessário. 

Para garantir a segurança, é importante que o preservativo em questão seja de qualidade, e que não tenha ultrapassado o prazo de vencimento. Além disso, nunca deve ser utilizada vaselina ou outro tipo de óleo para lubrificação: prefira camisinhas que já contenham substâncias especiais para este fim, ou adquira lubrificantes especiais, à base de água. 


Procedimentos de uso: 

A camisinha deve ser colocada quando o pênis estiver ereto, antes da penetração. Para tal, é necessário abrir a embalagem, delicadamente, com as mãos. 

Importante: Nunca utilizar tesoura, dentes ou outros métodos alternativos, uma vez que podem rasgar o preservativo, inutilizando-o.
Após a retirada da embalagem, colocar a camisinha sobre o pênis, sem deixar que entre ar. Como medida de segurança, pressione ou dê uma leve torcida na ponta desta com uma mão; enquanto desenrola a camisinha com a outra mão. O preservativo deve cobrir todo o comprimento do pênis, até sua base (próximo aos pelos).
Importante: também é necessário evitar a entrada de ar enquanto desenrola a camisinha no pênis, já que este propicia seu rompimento. Caso ocorra, deverá ser feita a substituição. 


Após a ejaculação, o preservativo deve ser retirado pela borda, com o pênis ainda ereto. Embrulhe-a em papel higiênico, e descarte o material no lixo.
Importante: dar um nó na abertura da camisinha evita a possível contaminação do lixo, protegendo o ambiente e pessoas que poderão manuseá-lo. Além disso, a camisinha não deve ser jogada no vaso sanitário, pois poderá entupi-lo.
Também vale lembrar: 

- Abrir a embalagem somente quando for utilizá-la. 
- Não utilize mais de uma vez a mesma camisinha. 
- Existem no mercado várias marcas de preservativos que contém espermicida, potencializando ainda mais o efeito contraceptivo desses.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

CAMISINHA FEMININA COMO UTILIZAR?



Camisinha: um método simples de se evitar a gravidez indesejada e DSTs.
A camisinha feminina foi lançada em nosso país em 1997. Tal como o preservativo masculino, impede a gravidez e incidência de AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. Deve ser utilizada antes da penetração, tendo a vantagem de poder ser colocada em até oito horas antes do ato sexual, inclusive durante o período menstrual. Além disso, por ser de poliuterano, é mais resistente, mais fina, hipoalergênica e inodora; sem contar que já vem lubrificada. 

Ela possui o formato de tubo, com aproximadamente 17 centímetros de comprimento e 8 de diâmetro. Além disso, contém um anel em cada extremidade. Um destes ficará no fundo da vagina e outro, vazado, do lado de fora, cobrindo a vulva. 


Confira as instruções de uso: 

Escolha uma camisinha de qualidade, não se esquecendo de conferir a data de validade. Abra a embalagem com as mãos e verifique sua integridade. 
Importante: Nunca utilizar tesoura, dentes ou outros métodos alternativos, uma vez que podem rasgar o preservativo, inutilizando-o. 

A camisinha deve ser segurada com o anel externo (vazado) para baixo. Aperte o anel interno (menor), com o polegar e o indicador, formando um “8”:
Escolha uma posição confortável e introduza a extremidade menor na vagina, deixando cerca de três centímetros do anel aberto para fora desta.
Empurre a camisinha para dentro, o mais fundo possível, a fim de cobrir o colo do útero. Caso sinta algum incômodo, ajuste-o, internamente, com o dedo. 

Importante: ao contrário da camisinha masculina, a feminina não precisa ser “desenrolada”.
Após essas etapas, já é possível a introdução no pênis na vagina. Deve-se tomar o cuidado de que este fique dentro da camisinha. 
Findada a relação, torça o anel externo e retire a camisinha, puxando-a delicadamente. Ela deve ser embrulhada em um papel, e jogada no lixo. 

Importante: torcer o anel externo evita a possível contaminação do lixo, protegendo o ambiente e pessoas que poderão manuseá-lo. Além disso, a camisinha não deve ser jogada no vaso sanitário, pois poderá entupi-lo. 


Também vale lembrar: 

- Abrir a embalagem somente quando for utilizá-la. 
- Não utilize mais de uma vez a mesma camisinha.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Métodos Contraceptivos

Métodos contraceptivos são utilizados para evitar uma gravidez, e a escolha de um método para evitá-la necessita ser feita com auxílio médico, pois ele pode indicar a melhor opção para cada caso. 

A prevenção de uma gravidez não planejada é essencial, principalmente para adultos, jovens sexualmente ativos e adolescentes

É importante saber quais os métodos existentes antes de optar por algum deles. Os métodos contraceptivos são divididos em comportamentais (tabelinha), de barreira (preservativo, diafragma), dispositivo intra-uterino, métodos hormonais e cirúrgicos.

Por Patrícia Lopes



ANEL VAGINAL


O anel vaginal é bastante flexível.
O anel vaginal é um método contraceptivo que segue basicamente os mesmos princípios da pílula anticoncepcional, sendo indicado a mulheres que não querem utilizá-la, ou tendem a se esquecer de fazer seu uso diário. Isso porque ele é introduzido na região vaginal, permanecendo ali por três semanas, retirado (momento que ocorre a menstruação) e substituído após uma semana de intervalo. Possui grande eficácia (de 99,6% a 99,8%), não oferece incômodo e tampouco atrapalha o ato sexual. 

Transparente, é feito de silicone bastante flexível, de diâmetro externo de 54 mm e espessura de 4 mm. Libera constantemente baixas doses de estrógeno e progesterona, sendo estes absorvidos pela mucosa vaginal, impedindo a ovulação. Também aumentam o muco dessa região, dificultando a passagem dos espermatozoides. 

Além disso, diminui o fluxo menstrual e reduz a incidência de cólicas. Como sua absorção não se dá na região gastrointestinal, seus efeitos colaterais tendem a ser mais baixos. Alguns destes são: aumento de peso, acne, alterações de humor, dores nas mamas, dores de cabeça, náuseas, vaginite e expulsão natural do anel. 

É contraindicado a mulheres com problemas de varizes, epiléticas, hipertensas, diabéticas, obesas, imunodeprimidas, lactentes e acima do peso. 


Importante: 

Esse método não previne infecções por micro-organismos causadores de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). 

Como qualquer outro anticoncepcional à base de hormônios, é recomendada a indicação médica.

CAMISINHA FEMININA

Camisinha feminina (em cima) e camisinha masculina (embaixo).
A camisinha feminina, apesar de não ser tanto popular quanto a masculina, também é um método contraceptivo de barreira, prevenindo assim a contaminação pelo vírus da AIDS e outros micro-organismos causadores de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). 

Lançada no Brasil em dezembro 1997, um dos motivos pela sua aceitação no mercado não ter sido tão boa se refere ao preço, bem mais elevado que o da outra. Além disso, vergonha em adquiri-la, dificuldade no manuseio, e a própria estética também são fatores que contribuíram para tal. 

Feita de poliuretano, é mais resistente, menos espessa, inodora e hipoalergênica. Tem também como vantagem o fato de poder ser utilizada durante a menstruação; cobrir uma área maior, protegendo ainda mais a mulher; e a possibilidade de ser introduzida até oito horas antes da relação sexual. Levando em consideração o argumento de que colocar a camisinha masculina “corta o clima”, esta é uma grande vantagem que a feminina possui. 

De tamanho maior que o da camisinha masculina (15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro), tem formato cilíndrico, com anéis flexíveis nas extremidades. Uma destas, fechada, será introduzida próximo ao colo do útero; e a outra, ficará disposta fora da vagina. Bastante lubrificada, não fornece desconforto - desde que seja manuseada corretamente. 

Após a ejaculação, deve ser retirada. É indicado que se dê uma leve torcida no material, para evitar o vazamento do esperma; embrulhe e deposite no lixo. 

Observação: assim como a masculina, a camisinha feminina não deve ser reutilizada.

COITO INTERROMPIDO
Coito Interrompido é o método de contracepção que consiste em retirar o pênis da vagina antes da ejaculação para impedir a deposição de sêmen no interior da mesma. 

É um método que tem sido utilizado amplamente pelos últimos 2.000 anos, apesar de não ser muito seguro. Além de ser difícil saber o momento certo de retirar o pênis, uma pequena quantidade de esperma pode ser eliminada durante as carícias que antecedem a ejaculação. 

As desvantagens que o método pode causar é uma gravidez indesejada, caso o esperma eliminado durante as preliminares caia na região da vagina; às vezes é necessário mais estímulos para a mulher conseguir o orgasmo; não proporciona proteção contras as doenças sexualmente transmissíveis; o homem pode não conseguir controlar a ejaculação. 

A vantagem é que pode ser utilizado por qualquer pessoa que sentir vontade, ou não tiver acesso a outras formas de contracepção. Alguns homens o adotam a fim de protegerem suas parceiras quanto aos efeitos adversos dos contraceptivos.

DIAFRAGMA

Diafragma: um método anticoncepcional muito eficaz, mas pouco conhecido.
O diafragma, um método anticoncepcional de barreira, é uma cúpula rasa feita de silicone (ou látex), com bordas firmes e flexíveis. Cobrindo o colo do útero, impede a passagem dos espermatozoides, evitando a fecundação. 

Além de prevenir contra a gravidez, não tem efeitos hormonais, seu uso pode ser interrompido a qualquer momento, é relativamente fácil de ser usado, pode ser colocado em até seis horas antes da relação sexual, não é sentido pelo parceiro, pode durar por até dois anos; e previne doenças como a gonorreia, doença inflamatória pélvica aguda e câncer de colo de útero, este por evitar uma possível passagem do HPV para esta região. 

Largamente utilizado antes do advento das pílulas anticoncepcionais, este método se mostra seguramente eficaz neste sentido, quando utilizado da forma correta. Quanto a isso, primeiramente a mulher deve se consultar com um médico ginecologista, a fim de verificar se há alguma contraindicação e, caso não exista, receber as orientações de uso e checar o tamanho exato do diafragma que deverá adquirir. 


Como usar: 

Escolha uma posição confortável (deitada, de cócoras, etc.)



Dobre-o ao meio, formando um oito, e introduza-o na vagina, cobrindo o colo do útero.
    


Muitos profissionais aconselham o uso associado com espermicidas com o nonoxinol-9 a 5% como princípio ativo, adicionados à cúpula antes de sua introdução; a fim de potencializar os efeitos contraceptivos pela morte de espermatozoides. Outros já indicam o uso contínuo do diafragma, retirando-o apenas no período menstrual e durante o banho, para lavá-lo; sendo reintroduzido logo depois.

Informações adicionais: 

O diafragma deve ser retirado pelo menos seis horas após o coito, não se estendendo por período superior a vinte e quatro horas. No primeiro caso, tal cuidado é para evitar que espermatozoides, ainda vivos, se direcionem às trompas; no segundo, a fim de evitar infecções. 

Após a retirada, o diafragma deve ser lavado com água fria e sabão neutro; e secado naturalmente, ou com auxílio de uma toalha macia e limpa. Depois, deve ser guardado em sua caixinha. 

Gravidez, aborto, operação do períneo e ganho de peso acima de 5kg requerem uma nova medição para possível mudança de diafragma.

DIU

Diferentes Formatos de Diu
O Diu ou Dispositivo intra-uterino é um pequeno objeto plástico que serve como dispositivo anticoncepcional que substitui outros métodos quando colocado dentro da cavidade uterina. Sua função é impossibilitar o processo reprodutivo agindo de forma a dificultar a passagem do espermatozóide e alterar as características destes.
Podem ser:
Dius inertes: Quando não possuem substâncias metálicas ou hormonais em sua cavidade. É também chamado de diu não medicado.
Dius ativos: Quando contém substâncias metálicas ou hormonais em sua cavidade, fazendo com que sua eficácia aumente significantemente.
O diu é bastante seguro e não interfere no ato sexual podendo durar de 03 a 10 anos, se houver sempre avaliação médica. Pode interferir na duração e na quantidade do fluxo menstrual, provocar cólicas e ainda facilitar o aparecimento de infecções intra-uterinas. O diu deve ser sempre utilizado associado ao uso de preservativos, pois não impede a transmissão de Dsts.

LAQUEADURA

Procedimento que bloqueia a passagem do espermatozóide
A laqueadura é um procedimento cirúrgico realizado em mulheres que não mais desejam engravidar. Consiste em esterilizar a mulher bloqueando as trompas de falópio para que o espermatozóide não consiga chegar ao óvulo. Para tal bloqueio são utilizados anéis de plástico, clipes de titânio, corte e/ou ligamento das trompas entre outras técnicas. 

É realizado semelhante a um parto cesariano, pois é necessária uma abertura abdominal para se ter acesso às trompas. Existem mulheres que após fazer a laqueadura desejam reverter o procedimento por desejar engravidar novamente. Em 70% dos casos, a cirurgia é reversível e dá à mulher tais condições, mas é importante saber que a reversão dá condições de gestação a uma mulher dependendo do método utilizado e das lesões por ele causados. Os procedimentos mais fáceis de serem revertidos são os que utilizam anéis de plástico e clipes de titânio. 

Ao realizar uma laqueadura, a mulher permanece no hospital por dois dias em observação e ao voltar para casa deve repousar por dez dias, independente do seu tipo de trabalho. A laqueadura na maioria dos casos não impede que o ciclo menstrual ocorra, salvo em situações onde algo anormal ocorra. 

Existem casos raros onde a laqueadura é revertida de forma espontânea, onde o próprio organismo recanaliza as trompas de falópio permitindo assim que a mulher engravide. Este procedimento só pode ser feito em mulheres acima de 25 anos que tenha realizado duas cesarianas ou mais. É uma decisão que deve ser tomada após tamanha certeza, já que se pode permanecer estéril.


PÍLULA

Pílula Anticoncepcional
A pílula anticoncepcional é um dos melhores métodos contraceptivos. É um medicamento produzido a partir da síntese dos hormônios estrógeno e progesterona, hormônios que são produzidos nos ovários. 

A pílula atua inibindo a ovulação que acontece por volta do 140 dia do ciclo menstrual. 

É um método que proporciona 99% de segurança, porém sua eficácia depende muito da regularidade com que a mulher a utiliza, não deixando de tomá-la nenhum dia. 

Alguns medicamentos como antibióticos e antiepilépticos podem comprometer a ação da pílula. 

O uso da pílula é iniciado no primeiro dia da menstruação, os comprimidos são tomados diariamente no mesmo horário durante 21 dias. A seguir é dado um intervalo de 7 dias sem ingerir a pílula. Esse é o período em que ocorre o ciclo menstrual. Após esse intervalo, uma nova cartela é iniciada, mesmo se o sangramento não tiver cessado. Em caso de esquecimento de tomar uma pílula, esta deve ser tomada o mais rápido possível, até 12 horas do horário habitual. 

A pílula pode provocar vários efeitos colaterais como: dores de cabeça, dores nos seios, enjôos e aumento de peso. A maioria desses sintomas desaparece com o tempo. 

Existem vários tipos de pílulas e somente o médico pode identificar a pílula mais indicada para cada organismo. 
A pílula é contra-indicada para mulheres que tiveram trombose, neoplasias, diabetes, mulheres com hipertensão arterial, hepatites e problemas cardiovasculares. 

A pílula oferece as seguintes vantagens: regula o ciclo menstrual, diminui o fluxo e alivia as cólicas.

PÍLULA DO DIA SEGUINTE

A inibidora da fecundação.
A pílula do dia seguinte ou pílula de emergência é um contraceptivo utilizado por mulheres que tiveram relações sexuais sem qualquer tipo de proteção ou ainda por mulheres que tiveram sua proteção rompida. A pílula é tomada em dose única ou em duas doses, obedecendo a um intervalo de 12 horas entre a tomada da primeira pílula e a segunda. 

O efeito da pílula é eficaz, mas depende da rapidez com que é tomada. Nas primeiras 24 horas a pílula é eficaz em 95%, de 25 a 48 horas após a relação a eficácia da pílula cai para 85% e diminui mais ainda quando é tomada de 49 a 72 horas, chegando a 58% de eficácia. Após o período de 72 horas, a pílula de emergência não consegue mais atuar no organismo. 

Como o próprio nome diz, a pílula deve ser utilizada apenas em situações de emergência, pois sua utilização contínua pode provocar reações indesejáveis e prejudiciais ao organismo. Algumas mulheres, mesmo utilizando a pílula em casos de emergência, ainda podem apresentar sinais como dor de cabeça, vômito, náuseas e sangramento. 

É importante ressaltar que a pílula do dia seguinte não inibe a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, sendo sua finalidade a inibição da ovulação somente. A utilização da camisinha em todo ato sexual é extremamente importante, pois é o único contraceptivo capaz de prevenir doenças e gravidez. 

A utilização da pílula do dia seguinte é alvo de muita polêmica, pois alguns médicos afirmam que a pílula tem efeito abortivo já que a fecundação se dá antes do blastócito atingir o útero materno. Outros especialistas no assunto afirmam que a pílula possui somente efeito de impedimento da fecundação, não cabendo a destruição do blastócito.

TABELINHA

Como calcular o período fértil com base no ciclo menstrual
A tabelinha ou método rítmico é um procedimento contraceptivo que busca prever a data da ovulação da mulher para que se evite a gravidez. Para realizar tal procedimento, a mulher deve observar no mínimo seis ciclos menstruais anotando a duração de cada um para que se conheça o tipo do ciclo menstrual, se regulado ou desregulado, e ainda o tempo de duração. 

A tabelinha é um método que funciona em mulheres que possuem o ciclo menstrual regulado, ou seja, que menstruam sempre no mesmo período e que certamente fica fértil no meio do ciclo. O cálculo da tabelinha consiste em diminuir o número em que permaneceu menstruada no menor ciclo por 18 e o número em que permaneceu menstruada no maior ciclo por 11. Os dias que permanecerem entre os números resultantes das diminuições determinam o período fértil. 

Para criar a tabelinha basta: 

Em um papel crie quadrinhos enumerados com os dias do mês; 

Marque com uma determinada cor o dia no qual se iniciou o ciclo menstrual; 

Marque com outra cor do sétimo ao nono dia após a iniciação do ciclo, determinando o período de alerta; 

Marque com uma terceira cor do décimo ao décimo quinto dia após a iniciação do ciclo, determinando o período fértil; 

Marque com a cor selecionada para o período de alerta os dias entre o décimo sexto e o vigésimo primeiro. 

Marque com a cor selecionada para os dias em que ocorre o ciclo menstrual os demais dias do mês. 

Veja a demonstração no quadro abaixo:
Esse método não é confiavelmente seguro, pois cada organismo trabalha de maneira diferente contrariando a tabelinha.

VASECTOMIA
É um procedimento cirúrgico realizado no homem com o intuito de impedir a circulação dos espermatozóides produzidos pelos testículos, após a cirurgia o homem quando chega ao orgasmo libera sêmen, mas sem espermatozóides. Encontra-se em bastante evidência nos últimos anos, pois é uma forma de controlar a natalidade sem a necessidade de a mulher passar por uma cirurgia para fazer laqueadura ou algo do gênero. 

Tendo em vista que a vasectomia é um método mais prático e rápido, tem como reverter o processo com uma nova cirurgia. O único problema enfrentado pela vasectomia é a falta de informação e o machismo.

Segundo alguns especialistas, os homens têm medo do ato cirúrgico resultar, no futuro, em impotência sexual. Porém, o método utilizado na vasectomia é extremamente seguro, e o sucesso da cirurgia irá depender muito do paciente e do profissional escolhido para realizá-la. Boa parte dos casais opta pela vasectomia pelos seguintes motivos: 

• Baixo custo; 
• Recuperação rápida; 
• As mulheres têm medo de passar por uma cirurgia por isso preferem que os maridos façam a vasectomia.