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quinta-feira, 4 de março de 2010

Pedras na vesícula podem ser fator de risco independente para diabetes mellitus tipo 2, segundo artigo do American Journal of Epidemiology


Pedras na vesícula podem ser fator de risco independente para diabetes mellitus tipo 2, segundo artigo do American Journal of Epidemiology

A presença de pedras na vesícula ou nos rins já foi associada com a resistência insulínica. Já o risco que essas patologias apresentam para o desenvolvimento do diabetes mellitusainda não está esclarecido.
Em artigo publicado no American Journal of Epidemiology, a presença de pedras na vesícula(colelitíase) foi identificada como um fator de risco independente para o desenvolvimento do diabetes mellitustipo 2. A nefrolitíase (pedras nos rins) não foi associada ao maior risco de desenvolvimento deste tipo dediabetes.

Participantes do European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC)-Potsdam Study, na Alemanha, relataram 849 novos casos de diabetes mellitus tipo 2 entre 25.166 participantes – casos confirmados por seus médicos, durante acompanhamento de sete anos. Após ajustes estatísticos para sexo, idade, circunferência abdominal e fatores de risco relacionados ao estilo de vida, pessoas com pedras na vesícula (n=3.293) apresentaram risco aumentado para diabetes mellitus tipo 2, enquanto aquelas com pedras nos rins (n=2.468) não tiveram aumento no risco para esta doença.

Estes resultados sugerem que a colelitíase, mas não a nefrolitíase, possa predizer o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2, fornecendo uma oportunidade de intervenção com medidas preventivas.

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